terça-feira, 17 de setembro de 2013

Será que há alguma razão para as pessoas mentirem ou simplesmente mentem por necessidade própria? Muito provavelmente há mentiras que são intenção de magoar o próximo, pois acabamos por nos magoarmos mais a nós no final do que à pessoa que mentimos, pois as consequências são maiores do que a mentira. E devem de existir mentiras que só servem para nos satisfazer os desejos mais inúteis que sempre tivemos e que nunca podemos concretiza-los.
Mas uma mentira é sempre uma mentira irá sempre ser uma grande armadilha para qualquer situação que não queremos nem sequer pensar viver.

Dreamer

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sentir


Já passaram segundos, minutos e horas desde que partiste, mas que nunca te despediste.
A ausência tem se tornado a minha pior inimiga nestes últimos tempos, apenas os teus livros me tem feito companhia e as tuas citações preferidas me fazem soltar a gargalhada que tu tanto admiravas e sorrias ao ouvi-la. Perdeu-se tudo em questão de minutos.
Nunca soubemos o porquê de nos termos ido embora do coração um do outro, deixamos tudo em aberto e apenas deixamos as coisas acontecer, mas sabemos que seria inevitável não nos lembrarmos um do outro e ter saudades das pequenos que se tornaram grandes momentos só porque foram passados contigo.
Acordar de manhã com a janela aberta como tu tinhas hábito é algo que nunca vou conseguir já mudar e repetir todas as frases do teu filme preferido é voluntário.
O nosso amor é como o vento. Não o vejo, mas sinto-o.

Dreamer

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

"Apesar de tudo o Sol nasce sempre!"

Sun

As noites podem ser passadas a chorar, cheias de lembranças frias que provocam arrepios por todo o corpo. O dia pode não correr da melhor maneira, podemos sentirmo-nos vulneráveis, sozinhos e frágeis. Mas vamos ter que acabar por nos reconstruirmo-nos a nós própios. Acabar por lutar para que uma nova força interior dê uso da capacidade que temos para sermos os melhores. E se por vezes a chuva ganha ao Sol, é o Sol que acaba por nos fazer sobreviver e que faz com que nos sentimos vivos todas as manhãs.
Há uma derrota, mas irá sempre haver uma vitória.

Dreamer

beleza

A beleza é algo inesperado, que se aprecia no momento e nos faz ficar encantados.
Mas será a beleza tão profunda quanto necessário para permanecer o para sempre?
O sorriso petrifica o olhar, mas é a palavra que nos faz ficar a resolver o que poderá ser o nosso futuro.
Músculos secos e frágeis preferem as palavras que vêem de cérebros sábios e de personalidades fortes. Músculos jovens e rijos olham aos sorriso apenas e às belas curvas que incorporam à sua silhueta.
O  tempo é longo para encontrar a alma um do outro, mas cada vez mais a beleza se esgotam e os músculos jovens e rijos passam a secos e frágeis e irão dar valor a cérebros sábios e personalidades fortes com outra consciência.
Mas aí não irá ser tarde demais?
O tempo e a beleza são escassos.

Dreamer

sábado, 27 de abril de 2013

Morreste-me

"Regressei hoje a esta terra agora cruel. A nossa terra, pai. E tudo como se continuasse. Diante de mim, as ruas varridas, o sol enegrecido de luz a limpar as casas, a branquear a cal; e o tempo entristecido, o tempo parado, o tempo entristecido e muito mais triste do que os teus olhos, claros de névoa e maresia distante fresca, engoliam esta luz cruel, quando os teus olhos falavam alto e o mundo não queria ser mais que existir. E, no entanto, tudo como se continuasse. O silêncio fluvial, a vida cruel por ser vida. Como no hospital. Dizia nunca esquecerei, e hoje lembro-me. Rostos tornados desconhecidos, desfigurados na minha certeza de perder-te, no meu desespero desespero. Como no hospital. Não acredito que possas ter esquecido. Enquanto esperava pela mãe e pela minha irmã, as pessoas passavam por mim como se a dor que me enchia fosse oceânica e não as abarcasse também. As mulheres falavam, os homens fumavam cigarros. Como eu, esperavam; não a morte, que nós, seres incautos, fechamos-lhe sempre os olhos na esperança pálida de que, se não a virmos, ela não nos verá. Esperavam. Num carro demasiado rápido, a minha mãe, curvada de perder o que possuía, e a minha irmã. Os homens e as mulheres falavam e fumavam ainda quando subimos. No quarto, numa cama qualquer que não a tua, o teu corpo, pai. Talvez distante, preso num olhar entreaberto e amarelado, respiravas ofegante. O ar com que lutavas, lutavas sempre, gritava o seu caminho rouco.Pelo nariz, entrava o tubo que te sustinha. Aos pés da cama, a minha mão calada, viúva de tudo. À cabeceira, a minha irmã, eu. Cortinas de plástico, biombos de banheira separavam-nos de outras camas. Pousei-te as mãos nos ombros fracos. Toda a força te esmorecera nos braços, na pele ainda pele viva. E menti-te. Disse aquilo em que não acreditava. Ao olhar amarelo, ofegante, disse que tudo serias e seríamos de novo. E menti-te. Disse vamos voltar para casa, pai; vamos que eu guio a carrinha, pai; só enquanto não puder, pai; vá, agora está fraco mas depois, pai, depois, pai. Menti-te. E tu, sincero, a dizeres apenas um olhar suplicante, um olhar para eu nunca mais esquecer. Pai. À hora, mandaram-nos sair. Quando saímos, agarrados como náufragos, a luz abundante bebia-nos.
E esta tarde, e esta terra agora cruel. Na nossa rua, a nossa casa. A porta do quintal parada à minha frente, fechada, desafiante. Dizia nunca esquecerei, e esta tarde lembrei-me. Com os teus movimentos, tirei do bolso o teu molho de chaves e, como costumavas, usei todos os cuidados para escolher a chave certa, examinando cada uma, orgulhando-me de cada uma. E, na fechadura, o triunfo. As coisas a acontecerem devidamente. A ferrugem, as dobradiças soltaram um grito como um suspiro ou estertor. O alumínio rente ao mármore arrastou, varreu uma figura certa e branca no cobertor grosso de folhas de pessegueiro. Abandonado sobre o tamanho grande de um inverno, o quintal de quando eu era pequeno, o quintal que construíste, pai. Tristes tristes flores novas e folhas novas nos ramos das árvores, canteiros pintados de malvas, trevos, ervas verdes, verdes de quando eu era pequeno e tu chegavas e me ensinavas trabalhos de grande. Orienta-te, rapaz. Eu oriento-me, pai. Não se preocupe. Eu também sei, eu também consigo. (...)"


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Passado tantos anos

as saudades aparecem. Sempre achei estranho não ter saudades da minha infância, das minhas brincadeiras e asneiras com as amiguinhas de sempre, da escola primária e dos amores inocentes. Até que hoje chorei e deitei tudo o que nunca deitei depois destes anos todos. Os sorrisos já não são os mesmos, os livros sobre animais e/ou de princesas que viviam para sempre desaparecem. Agora, são mais olhares tristes do que sorrisos e mais livros com finais infelizes.
Tenho saudades de ti...volta!



Dreamer

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A diferença...



“É interessante a maneira de como todos somos diferentes e igualmente insignificantes.”

 
A diferença de cada um de nós está presente nas pequenas coisas do dia a dia. Um sorriso, uma lágrima, uma palavra ou um simples olhar. São os momentos e as atitudes que temos nesses momentos que marcam a diferença de cada pessoa. Seja rico ou pobre um sorriso sabe sempre bem, principalmente, em dias cinzentos, de plena tristeza ou aborrecimento. Basta um olhar ou um sorriso para que a nossa alma torne a ter força e vontade de lutar. Não é preciso olhar a bens materiais para se ser feliz com essa pessoa, porque no fundo e no final, não vai ser isso que vai marcar presença nos nossos corações. O que é que interessa ser rico se, depois, nunca sorrimos ou proporcionamos momentos de alegria a outras pessoas que merecem tanto ou mais quanto nós? Será o dinheiro tão importante para marcar vivamente a diferença na nossa sociedade? O melhor, mesmo, é viver um dia de cada vez com as pequenas diferenças das pessoas envolventes na nossa rotina, porque na verdade, iremos parar todos ao mesmo sítio sem diferença alguma. Iremos todos morrer. E será que depois iremos ter o valor que tínhamos só porque tínhamos mais dinheiro ou não do que o nosso colega? Não, a diferença irá acabar e o significado da vida também. Rico ou pobre irá ser esquecido, porque pessoas ricas e pobres com sorrisos ou não e com vontade de lutar constantemente a sociedade irá encontrar todos os dias. O espaço que as pessoas ocupavam nos corações dos outros, só porque tinham dinheiro ou não, irá ser ocupado por um outro igual. E sempre será assim. Por isso, podemos marcar a diferença durante a nossa vida, mas haverá sempre alguém que nos irá substituir de uma maneira ou de outra. Então o significado de vida eterna é para todos nós uma mentira que vamos alimentando enquanto uma pessoa importante não parte da nossa vida.